Mortalidade materna: é preciso lutar contra essa realidade

maio 28, 2018

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Mortalidade materna: é preciso lutar contra essa realidade

Mortalidade materna: é preciso lutar contra essa realidade

Publicado em : Artigos em por : admin

Não tem nada mais lindo que amor de mãe e filho, sabemos! Agora, pare e pense: e quando todo esse amor é bruscamente interrompido por uma questão de saúde pública? Essa é uma triste realidade pela qual muitas mães ainda passam no Brasil. Mas por quê?

É PRECISO SABER

As causas da mortalidade materna podem variar de caso para caso e estão inseridas entre os indicadores de desenvolvimento brasileiros. A questão faz parte dos objetivos primários da Organização das Nações Unidas (ONU) e expressa a qualidade da saúde pública de um local.

Uma mãe que acabou de dar à luz está sujeita a sofrer complicações decorrentes do parto até 42 dias após seu bebê ter nascido, período conhecido como puerpério, podendo se estender por até um ano após o nascimento.

DÁ PRA EVITAR?

A maioria das ocorrências no período pós-parto são mortes evitáveis, por serem provenientes de uma má condução do parto ou quando há a presença de doenças que poderiam ter sido diagnosticadas no pré-natal e passaram despercebidas.

É preciso estar muito atento e fazer todo o pré-natal, desde a descoberta da gravidez até o momento do parto. Manter uma rotina de cuidados e o olhar atento tanto para a mãe quanto para o bebê é imprescindível até mesmo um ano após o nascimento, como você pode ler em Doenças no primeiro ano de vida e seus sintomas. 

COMO SURGIU A DATA?

Desde 1984, o dia 28 de maio é considerado o Dia Internacional da Saúde da Mulher e símbolo de luta pela redução da mortalidade materna e melhoria dos índices causadores dessas circunstâncias.

Mesmo a morte causada até um ano após o parto é considerada mortalidade tardia e também deve ser expressamente combatida, assim como os abortos em decorrência de procedimentos inseguros, terceira causa de morte materna em países pobres.

MORTALIDADE MATERNA É COISA SÉRIA

A primeira e crucial medida necessária para a redução é a melhoria dos serviços de atenção ao pré-natal e a garantia do preparo dos partos somente por profissionais de saúde. A ONU considera como taxa aceitável a quantidade de 20 mortes a cada 100 mil nascidos vivos e hoje, no Brasil, essas taxas não permanecem dentro do esperado.

Todas as causas de morte materna são extremamente graves, pois cada uma significa a brusca interrupção da vida de uma mulher em idade reprodutiva, que deveria ter assegurado seu direito a um parto saudável em todas as fases da vida.

Grande parte das mortes ocorre em ambiente hospitalar e por meio de cesáreas, entre mulheres jovens, no auge da vida reprodutiva, com potencial de vida perdido abruptamente devido a causas que são quase sempre evitáveis.

QUAIS AS POSSÍVEIS CAUSAS?

Uma das recorrentes causas da mortalidade materna é a eclampsia, ou hipertensão arterial, além de hemorragias e processos infecciosos ocasionados por processos de aborto inseguros.

O Brasil ainda tem muito a caminhar para enfrentar o cenário de inúmeras deficiências de saúde pública, como a ausência de educação sexual nas escolas, o atendimento precário ao pré-natal, a saúde reprodutiva feminina sem assistência, além da falta de acesso ao planejamento familiar e orientação quanto a métodos contraceptivos.

ESSA LUTA TAMBÉM É SUA

Primeiro, é preciso entender que seu empenho em divulgar essa luta pode fazer toda a diferença! A captação precoce de mulheres com gestação de até 12 semanas é essencial para detectar riscos e, quando necessário, realizar o encaminhamento para atendimento especializado vinculado à Maternidade onde o parto será realizado.

Mulheres em situação de violência também precisam de atenção especial das políticas públicas. Uma equipe integrada e um aumento dos leitos de maternidade, maior organização, ampliação do parto humanizado e otimização do transporte das mães e seus bebês garantem um melhor acolhimento das gestantes.

Medidas preventivas nas escolas e em Unidades Básicas de Saúde, como acesso aos métodos contraceptivos, contribuem para a prevenção de gravidez não planejada. A melhoria da assistência ao pré-natal, parto e puerpério é, sem dúvida, uma meta possível e uma medida muito eficaz para reduzir a mortalidade materna.

A Rede Líderfarma apóia toda medida que, de fato, contribua para reduzir as taxas de mortalidade materna e está com você na luta por um Brasil com melhores índices de desenvolvimento e oportunidades para todos.

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