Cigarro: é hora de combater esse vício

ago 27, 2018

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Cigarro: é hora de combater esse vício

Cigarro: é hora de combater esse vício

Publicado em : Artigos em por : Rede Líderfarma
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  • Você fuma ou conhece alguém que fuma? O dia nacional de combate aos malefícios do cigarro busca conscientizar sobre os males que o tabaco pode causar no organismo. Que tal reforçar a importância do combate ao fumo aos seus amigos e familiares?

    COMPONENTES DO CIGARRO

    Em geral, são três as principais substâncias presentes nos cigarros comuns: nicotina, monóxido de carbono e alcatrão. A nicotina, encontrada nas folhas do tabaco, é considerada estimulante e serve para excitar as células cerebrais, provocando também acúmulo de gorduras nas artérias.

    O monóxido de carbono é um gás que, ao passar do pulmão para a corrente sanguínea, combina-se com a hemoglobina, gerando carência de oxigênio no organismo, pois dificulta o transporte de oxigênio.

    Por fim, o alcatrão e seus derivados constituem uma das maiores ameaças à saúde, pois são responsáveis por originar diversos tipos de câncer. Suas pequenas partículas destroem os alvéolos pulmonares, provocando problemas graves como enfisema.

    O QUE ACONTECE QUANDO TRAGAMOS?

    Sabe por que você sente prazer ao tragar um cigarro? O simples processo é capaz de causar uma leve elevação do humor e diminuição do apetite no sistema nervoso central em um primeiro momento, o que dá a sensação ilusória de prazer.

    Entretanto, após poucos minutos, essa sensação é convertida em dependência e vício. Vale lembrar que o simples processo de tragar um cigarro faz com que a nicotina seja absorvida pelos pulmões, chegando ao cérebro em cerca de 9 segundos.

    Você fuma perto dos seus familiares? Evite! Para os fumantes passivos, o risco de doenças cardíacas aumenta em 25% e é a terceira maior causa de morte evitável no mundo, ficando atrás apenas do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool.

    Manifestações nasais, irritação nos olhos, tosse, aumento de problemas alérgicos, de pressão arterial e angina (dor no peito) são apenas alguns dos efeitos a médio e longo prazo para os fumantes. A capacidade funcional respiratória diminui e aumenta o risco de aterosclerose e infecções respiratórias.

    E QUANTO AOS FUMANTES PASSIVOS?

    Crianças que convivem com fumantes têm de 25 a 30% a mais chances de desenvolver doenças cardíacas coronarianas. Existem também cada vez mais indícios que correlacionam o tabagismo e o derrame cerebral.

    Mesmo pessoas que se expuserem por poucos períodos à fumaça podem sofrer consequências na coagulação do sangue, favorecendo tromboses. O risco de infarto no miocárdio também aumenta em pessoas que já tenham alguma doença cardíaca, além de arritmias.

    Na gravidez, o tabagismo é especialmente perigoso, pois pode prejudicar o desenvolvimento do feto e aumentar o risco de complicações para a gestante até mesmo no parto. O cigarro pode provocar morte fetal, parto prematuro e baixo peso ao nascer. Nos bebês, aumenta sobremaneira o risco de morte súbita, bronquite, pneumonia, infecções de ouvido e asma.

    Veja também: Doenças no primeiro ano de vida e seus sintomas

    COMO COMBATER OS MALES DO TABAGISMO

    Esse dia foi criado em 1986, em prol da normatização da Lei Federal 7.488 voltada ao controle do tabagismo como problema de saúde coletiva. Mas como combater esse malefício que está tão inserido no dia a dia?

    Praticar atividades físicas regularmente é um bom começo, mas também é preciso manter a atenção nos jovens de 13 a 35 anos, faixa etária mais afetada pelo tabagismo. Proporcionar esporte gratuito e acessível aos jovens favorece a socialização e atua como essencial apoio à cessação do tabagismo.

    Garantir que os ambientes estejam livres do cigarro ajuda a proporcionar mais qualidade de vida também para os fumantes passivos, que não ficam em contato direto com a ação do tabaco. É importante que os ex-fumantes mantenham uma alimentação balanceada para evitar que a imunidade fique prejudicada.

    cigarro

    O tabagismo mata mais de 3 milhões de pessoas todos os anos em decorrência dos seus efeitos. Foto: Unsplash

    PAREI DE FUMAR, E AGORA?

    Já está há um ano sem fumar? Saiba que os riscos de desenvolver doenças cardíacas cai pela metade. Rapidamente, você começa a se sentir mais disposto e com mais energia para trabalhar, estudar e levar a rotina.

    Apenas 20 minutos após a última tragada, as batidas cardíacas voltam ao normal e a pulsação cai. Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue pode chegar a níveis semelhantes aos de um não-fumante. Passadas 24, os pulmões começam a eliminar o muco e os resíduos da fumaça.

    Dois dias depois, já é possível sentir o cheiro e o gosto dos alimentos. O corpo já não possui nicotina e a transpiração perde o odor de tabaco. Duas semanas após parar de fumar, há melhora na circulação, diminuição da tosse, congestão nasal, fadiga e falta de ar.

    Após cinco anos sem as ações do tabaco, o risco de ter câncer de pulmão reduz em 50%. Após 15 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao de uma pessoa que nunca fumou. O cigarro está relacionado à causa de tumores malignos em vários outros órgãos como: a boca, laringe, pâncreas, rins e bexiga.

    CONSCIENTIZE QUEM VOCÊ AMA

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o tabaco é hoje a principal causa de mortes evitáveis no mundo. Os fumantes chegam a reduzir sua expectativa de vida em até 20 anos. Seu corpo se torna mais propenso a infecções respiratórias e osteoporose. O tabagismo também pode provocar aneurismas arteriais e úlceras no estômago.

    O consumo dos derivados do tabaco são responsáveis por cerca de 50 tipos de doenças, incluindo as cardiovasculares, as respiratórias, as obstrutivas crônicas (como enfisema e bronquite) e o câncer no pulmão.

    Esse nocivo hábito enfraquece os cabelos e resseca a pele devido à falta de oxigenação, reduzindo também o olfato e paladar. Ocorre também a inibição da produção de colágeno em quantidade suficiente para impedir a flacidez e a formação de rugas em torno da boca.

    Nas mulheres, os riscos do tabaco aumentam por condições fisiológicas do corpo e pelo uso de anticoncepcional. São maiores as chances de sofrer com infertilidade, câncer de colo de útero, menopausa precoce (de até 2 anos) e até mesmo sangramento irregular.

    O combate ao fumo pode salvar vidas! Compartilhe essa matéria para conscientizar quem você ama. A Líderfarma te ajuda nessa busca por uma vida mais saudável.

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