Setembro Amarelo: o tabu do suicídio entre os jovens brasileiros

set 2, 2020

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Setembro Amarelo: o tabu do suicídio entre os jovens brasileiros

Setembro Amarelo: o tabu do suicídio entre os jovens brasileiros

Quando falamos de saúde mental, é importante ter em mente que muita desinformação e preconceito acabam rondando temas como depressão e suicídio. Principalmente entre os jovens, o tabu acerca das doenças mentais pode trazer uma dificuldade a mais na hora de procurar um tratamento.

PRECISAMOS FALAR SOBRE SUICÍDIO

Que a informação pode ser a chave para diagnosticar que algo não vai bem, você já sabe. Mas será que é possível sair de uma situação de depressão sem o envolvimento da família e amigos? De acordo com especialistas em saúde mental, grande parte dos indivíduos acometidos por doenças mentais desconhece as possibilidades de tratamento dentro da terapia e com medicamentos, o que pode prejudicar o diagnóstico precoce.

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SÓ A POSITIVIDADE BASTA?

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibope, cerca de 30% dos homens que enfrentam a depressão acredita que manter uma atitude positiva e alegria diante da vida devem ser suficientes para escapar de um processo depressivo. Já entre as mulheres, apenas 17% afirmam pensar dessa forma.

Mas será que pensando assim, você estará preparado para enfrentar um quadro depressivo? O Ministério da Saúde apresenta dados que mostram que a taxa de óbitos relacionados a suicídio reflete a desinformação na hora de buscar ajuda.

A taxa de suicídio entre mulheres é de 2,4 em cada 100 mil indivíduos, enquanto que para os homens, chega a 9,2 para cada 100 mil. Esses números estão intimamente ligados ao comportamento mais hesitante dos indivíduos masculinos a encarar suas doenças mentais.

Estar aberto ao diálogo pode fazer a diferença para o tratamento de um processo depressivo. Imagem: iStock

Estar aberto ao diálogo pode fazer a diferença para o tratamento de um processo depressivo. Imagem: iStock

DEPRESSÃO LIDERA O RANKING

A recusa em aderir aos medicamentos prescritos entre os jovens depressivos apresenta uma grande preocupação para a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), uma vez que são os transtornos mentais fora de controle que culminam em desfechos trágicos.

E, muitas vezes, a família não se vê apta a auxiliar um jovem com depressão. O número de jovens que tira a própria vida ainda é inferior aos idosos, mas tem aumentado, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

COMO AJUDAR QUEM TEM DEPRESSÃO?

A frustração diante da inexperiência da vida afeta muitos jovens e é preciso estar atento a sintomas. Normalmente, quem está passando por questões mentais e psicossociais dá sinais de que precisa de ajuda. Cabe à família conseguir perceber e ajudar. Mas como?

Primeiramente, pare para pensar que cada pessoa lida com a vida de forma diferente. Se colocar à disposição para ouvir sem julgamentos pode ser um ótimo começo. Procure mostrar para a pessoa que você estará lá para apoia-la, até que ela se sinta confortável em compartilhar suas dores.

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Terapias em grupo também são uma forma de começar a mudar esse cenário, principalmente entre os mais novos. Ver outras pessoas passando pelos mesmos problemas gera uma espécie de identificação benéfica. O Centro de Valorização da Vida (CVV) também oferece atendimento para quem precisa conversar. Vale a pena experimentar!

Lembre-se: desconstruir a ideia do suicídio como pecado e a depressão como capricho pode prejudicar muito o tratamento de quem enfrenta doenças mentais. Exercite sua sensibilidade e ajude quem você ama.

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Fontes: Agência Nacional de Saúde | Ministério da Saúde | Revista Galileu